26/05/2009






Conversa de botequim

Noel Rosa

Composição: Noel Rosa / Vadico

Seu garçom faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que eu não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do fute..bol

Se você ficar limpando a mesa
Não me levanto nem pago a despesa
Vá pedir ao seu patrão
Uma caneta, um tinteiro,
Um envelope e um cartão,
Não se esqueça de me dar palitos
E um cigarro pra espantar mosquitos
Vá dizer ao charuteiro
Que me empreste umas revistas,
Um isqueiro e um cinzeiro

Seu garçom faça o favor de me trazer depressa...

Telefone ao menos uma vez
Para três quatro quatro três três três
E ordene ao seu Osório
Que me mande um guarda-chuva
Aqui pro nosso escritório
Seu garçom me empresta algum dinheiro
Que eu deixei o meu com o bicheiro,
Vá dizer ao seu gerente
Que pendure esta despesa
No cabide ali em frente
Seu garçom faça o favor de me trazer depressa
Uma boa média que não seja requentada
Um pão bem quente com manteiga à beça
Um guardanapo e um copo d'água bem gelada
Feche a porta da direita com muito cuidado
Que eu não estou disposto a ficar exposto ao sol
Vá perguntar ao seu freguês do lado
Qual foi o resultado do fute..bol


Rosa

Pixinguinha

Composição: Pixinguinha e Otávio de Souza

Tu és, divina e graciosa
Estátua majestosa do amor
Por Deus esculturada
E formada com ardor
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olor
Que na vida é preferida pelo beija-flor
Se Deus me fora tão clemente
Aqui nesse ambiente de luz
Formada numa tela deslumbrante e bela
Teu coração junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado sobre a rósea cruz
Do arfante peito seu

Tu és a forma ideal
Estátua magistral oh alma perenal
Do meu primeiro amor, sublime amor
Tu és de Deus a soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração sepultas um amor
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes cheios de sabor
Em vozes tão dolentes como um sonho em flor
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim que tem de belo
Em todo resplendor da santa natureza

Perdão, se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh flor meu peito não resiste
Oh meu Deus o quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar em esperar
Em conduzir-te um dia
Ao pé do altar
Jurar, aos pés do onipotente
Em preces comoventes de dor
E receber a unção da tua gratidão
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te até meu padecer
De todo fenecer

As Rosas Não Falam

Cartola

Composição: Cartola

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão,
Enfim

Volto ao jardim
Com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar
Para mim

Queixo-me às rosas,
Mas que bobagem
As rosas não falam
Simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti, ai

Devias vir
Para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
Por fim

11/05/2009

frases I

  • É preciso sofrer depois de ter sofrido, e amar, e mais amar, depois de ter amado (GUIMARÃES ROSA)

  • Se todo animal inspira ternura, o que houve, então, com os homens? (GUIMARÃES ROSA)

  • No meio das trevas, sorrio à vida, como se conhecesse a fórmula mágica que transforma o mal e a tristeza em claridade e em felicidade. Então, procuro uma razão para esta alegria, não a acho e não posso deixar de rir de mim mesma. Creio que a própria vida é o único segredo. (ROSA LUXEMBURGO)

CARTOLA

Amar sem penar é bem raro..
O verbo cumprir custa caro..
Amor é bem fácil achar..
O que acho mais difícil.. É saber amar...
(CARTOLA)

E o tempo avança e a gente agradece..
pela vida.
Vida de sonhos, verdades, alegrias, de dores, amores e luz.
Tenta, mesmo que ao momento seja só lembranças.
Viva de forma que seja mistério, incetezas, de luta, de paz e de amor.
(CARTOLA)

Tudo de alegrias e de tristezas conheci
Coisas do amor e do sofrer eu já senti
Nada me transforma a alegria de viver
Vêr a noite vir e sorrir ao sol nascer
Vivo esperando o novo dia
Que irá trazer a luz que sempre ficará
(CARTOLA)



08/05/2009

saudades

PARA MEU AVOHAI, COM CARINHO....


Preciso fechar os meus olhos para que acabe minhas saudades.
Moras dentro de mim, e meus olhos já não o vêem.
Em tuas asas carregas meus amores, e a tua luz ilumina meus caminhos.

Não há saudades que não se perpetue quando não enxergas a matéria,
não há amor que cesse com a partida desprovida de um adeus,
não há adeus que encerre o sentimento.

07/05/2009

CRENÇAS

À OUTRA PARTE DE MIM...


Acredito que Deus cria as Pessoas de duas a duas, não como um par, mas como um só ser, e as separa.
Depois as embaralha como cartas para que nossa existência gire em torno da busca de si mesmo.
Quando reencontramos nossa outra parte a reconhecemos e voltamos as retornamos ao estado completo que Deus nos criou.

Por isso sei que você não é só uma pessoa importante na minha vida, você é parte de mim.
Por isso sei que sentiria saudades de você mesmo que nunca o conhecesse...

BRUNA TAVARES

Carta

PARA MAURO, COM CARINHO



Hoje agradeço a Deus cada dia que se deu em minha vida, pois eles me trouxeram até aqui, onde vivo feliz e completa.
Eles me fizeram perceber as pessoas que realmente fizeram parte de cada milímetro de crescimento e agradeço a todas, mesmo as que me fizeram sofrer, porque elas me trouxeram até aqui e me fizeram ser quem eu sou hoje, feliz e completa.
Cada palavra que me guiou, cada mão de ajuda, cada tropeço, cada lágrima, construiu a ponte para aonde hoje eu vejo você e a luz.
Recordando me de cada passagem, tenho te como uma recompensa por ter atravessado um caminho longo e denso.
E por mais que em dados momentos pareceu impossível trilhar essa estrada, hoje percebo que encontra-lo no final fez valer a pena cada segundo de angustia e espera por dias melhores.

Cheguei até aqui mas não me tornei inerte diante a felicidade que me cerca.

A diferença é que caminhas comigo, no mesmo denso caminho mas os teus olhos desviam minha atenção das pedras que machucam os pés.

27/04/2009

Cazuza

Meu amigo Juliano (Seguidor deste blog) leu na casa "Viva Cazuza" no trote solidário da PUC, lembrou de mim pelas borboletas.
Obrigado Ju por esses instantes de poesia, enriqueceu meu dia.


"O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não doí." (Cazuza)

Durma

Deixa que as mãos invisíveis do sono a imortalize em meus braços.
Durma;
leve e serena, vejo-te absovida pelo tempo.
Inerte, linda em meu colo repousas.
E em tua face imergem o que teus olhos tentam esconder.
Então reparo:
É preciso que durmas para que eu a veja.

22/04/2009

vida

Indicação da minha amiga e também matemática Simara Ronzei

VIDA


No compasso dessa progressão aritmética
De razão anual que é a vida
Deparei-me com visões de diferentes ângulos
Que com bela análise se complementam

Numa rápida perspectiva de minha vida
Vejo um conjunto de experiências
Experiências essas que se multiplicam
Ao somar-se anos após anos

E que se tornaram triviais na resolução de problemas cotidianos
Problemas que a única solução era a saída pela tangente
Outros que somente o círculo de amigos foi capaz de solucionar
Ainda tem aqueles que tive que me dividir para num denominador comum chegar

Ah! Já ia me esquecendo de um supremo problema
Das funções infinitas do amor
Funções essas de imagens com sentimentos opostos
Que o resultado final não fui capaz de derivar

E na bissetriz do coração entre ação e emoção
Resultou na inclusão de mais um elemento nesse conjunto
E uma relação que era biunívoca
Transformou-se em um verdadeiro triangulo amoroso

Nessa experiência que tende ao limite infinito das emoções
Pude abstrair que a medida de amar é amar sem medidas
Mas desde que o conjunto natural do amor seja fechado
Com apenas dois elementos

Hoje ao dar um giro de 360º em torno de mim mesmo
Compreendo que o que sou hoje
É apenas em função de mim mesmo
Das operações fundamentais que realizei em minha vida

E ao imaginar o horizonte das abscissas que tenho à frente
Não imagino a seqüência finita a qual me depararei
Só sei que sou apenas um dos menores elementos desse conjunto complexo e infinito
Que se chama vida.

(autor desconhecido)

17/04/2009

TRADUZIR-SE

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir-se uma parte
na outra parte
- que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar

Poesia Matemática

Millôr Fernandes


Às folhas tantas
do livro matemático
um Quociente apaixonou-se
um dia
doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide,
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida
paralela à dela
até que se encontraram
no infinito.
"Quem és tu?", indagou ele
em ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação
traçando
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas.
E enfim resolveram se casar
constituir um lar,
mais que um lar,
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade
integral e diferencial.
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes
até aquele dia
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade.
Era o triângulo,
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração,
a mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser
moralidade
como aliás em qualquer
sociedade.

SERENATA

"Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.
Permita que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silencio,e a dor é de origem divina.
Permita que eu volte o meu rosto para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho como as estrelas no seu rumo"

09/04/2009

mudanças

O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma

O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib
Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
‘Problemas de moça’ viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou mousse

Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal
E ninguém mais vê…

Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão

O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do ‘não’ não se tem medo

O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween

O Fortificante não é mais Biotônico
Folhetins são novelas de TV
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?

Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira…

A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência está coisa maldita!

A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz…
….. De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.

Luís Fernando Verissimo.



Um Dia


Um dia descobrimos que beijar uma
pessoa para esquecer outra
é bobagem.

Você só não esquece a outra
pessoa como pensa muito
mais nela....

Um dia percebemos que as
melhores provas de amor são
as mais simples...

Um dia percebemos que o
comum não nos atrai...

Um dia saberemos que ser
classificado como o "bonzinho"
não é bom...

Um dia perceberemos que a pessoa
que nunca te liga é a que mais
pensa em você...

Um dia saberemos a importância
da frase:
"Tu te tornas eternamente
responsável por aquilo que cativas..."

Um dia percebemos que somos
muito importantes para alguém,
mas não damos valor a isso...


Enfim... um dia descobrimos
que apesar de viver quase um século
esse tempo todo não é suficiente
para realizarmos todos os
nossos sonhos,

para beijarmos todas as bocas
que nos atraem, para dizer tudo
o que tem que ser dito
naquele momento.

Não existe hora certa para dizer o
que sentimos se quem estiver
te ouvindo não te compreender,
não te merecer...

O jeito é: ou nos conformamos com
a falta de algumas coisas na nossa
vida ou lutamos para realizar
todas as nossas loucuras...

Quem não compreende um olhar
tampouco compreenderá uma
longa

Mário Quintana

07/04/2009

O TEU RISO

Nerurda, o poeta do amor, mais uma vez com seu arranjo fantástico de palavras, traduz um sentimento desses que parece não caber em palavras.
E de fato não cabem. cabem em conjunto delas que só alguém com muita sensibilidade consegue formar.
São conjuntos de letras dando explicação a dores e sentimentos que não tem definição.
Basta ter também sensibilidade ao ler cada um desses conjuntos.
Um grande exemplo segue no poema:
TEU RISO.

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas não
me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a lança que desfolhas,
a água que de súbito
brota da tua alegria ,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
com os olhos cansados
às vezes por ver
que a terra não muda,
mas ao entrar teu riso
sobe ao céu a procurar-me
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, nos momentos
mais escuros solta
o teu riso e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso
será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

À beira do mar, no outono,
teu riso deve erguer
sua cascata de espuma,
e na primavera , amor,
quero teu riso como
a flor que esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
tortas da ilha,
ri-te deste grosseiro
rapaz que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando meus passos vão,
quando voltam meus passos,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas nunca o teu riso,
porque então morreria.

Mário Cesariny : Faz-me o favor...

Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!
Supor o que dirá
Tua boca velada
É ouvir-te já.

É ouvir-te melhor
Do que o dirias.
O que és não vem à flor
Das caras e dos dias.

Tu és melhor -- muito melhor!
Do que tu. Não digas nada.
Alma do corpo nu
Que do espelho se vê.

Em negrito as partes que me tocaram deste lindo poema

Se eu morresse amanhã

(Álvares de Azevedo : Se eu morresse amanhã)

Se eu morresse amanhã, viria ao menos
Fechar meus olhos minha triste irmã;
Minha mãe de saudades morreria
Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!
Que aurora de porvir e que manhã!
Eu perdera chorando essas coroas
Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que doce n'alva
Acorda a natureza mais louçã!
Não me batera tanto amor no peito
Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora
A ânsia de glória, o dolorido afã...
A dor no peito emudecera ao menos
Se eu morresse amanhã!

AS SEM-RAZÕES DO AMOR

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

(CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)

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